Lisboa com Carmona

Aos Lisboetas

O Movimento Lisboa com Carmona foi criado com o objectivo de concorrer às eleições autárquicas intercalares para a Câmara de Lisboa, no seguimento da queda do anterior Executivo camarário em Maio de 2007. (...) Ler mais...

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RECORTES DE IMPRENSA

Expresso: Carmona Rodrigues: “Tudo é apresentado de forma doce e cor-de-rosa”

in Expresso online, sábado, 2 de Agosto de 2008 

O antigo presidente da autarquia diz que muitos projectos do seu tempo, que estão correctos, estão a ser mudados sem necessidade.

1. O que foi feito de melhor neste ano de mandato?

Seguramente, foi António Costa ter conseguido apaziguar a imprensa. Não quer dizer que as coisas tenham mudado, mas tudo é apresentado de forma doce e cor-de-rosa. O Executivo consegue transmitir uma sensação de tranquilidade e de estabilidade, e a oposição não consegue, de forma tão eficaz, denunciar situações estranhas, que continuam a ocorrer.

Não digo isto, como anterior presidente, com um tom de cinismo ou de inveja. Friamente, a realidade é assim. Sabem-se menos coisas e só se anunciam as coisas boas. É como se não houvesse problemas de dívidas, como se tudo estivesse num mar de rosas. Ora isto não cria a instabilidade que havia antes.

2. O que foi feito ou aconteceu de pior?

Há coisas de maior magnitude e menor intensidade, e outras de menor magnitude e maior intensidade. Uma coisa que em tamanho absoluto não é muito grande prende-se com uma medida eleitoral do PS, que dizia repudiar a ocupação dos espaços públicos da cidade por campanhas comerciais. Acontece que tivémos a Praça das Flores ocupada por um marca de automóveis e o Marquês de Pombal ainda está cheio de bandeiras da Sagres. Estas situações, de grande intensidade, são sintomáticas da mentira e do logro cometidos.

Outra coisa muito negativa que aconteceu (esta de maior magnitude e de menor intensidade) refere-se à situação financeira. Há um ano, era ruína, a bancarrota. O dr. António Costa, que foi o pai da Lei das Finanças Locais, quis fazer aprovar um empréstimo. Mas o pedido e o plano de saneamento financeiro foram arrasados pelo Tribunal de Contas. O Presidente da Câmara disse que se tratava de um caso de vida ou de morte. Mas o empréstimo foi chumbado e não sei quais as ilacções que ele tirou até ao momento.

Este processo parece-me um grande logro e uma grande derrota de António Costa. Eu sempre disse que a situação financeira da Câmara não era o cenário catastrófico que foi traçado. Mas a forma como o PS geriu o processo é o grande ‘flop’ deste primeiro ano de mandato. Por outro lado, algumas das negociações que estão agora a ser encetadas com fornecedores - cessão de crédito ou ‘factoring’ -, são diligências que eu tentei efectuar enquanto presidente de Câmara, mas que me foram vedadas pelo Governo.

Mas há outros pontos que correram mal, como o negócio do Instituto Português de Oncologia (IPO) e do aeroporto. No caso do IPO, parece que estamos a pagar, oferecendo terrenos, o que é um precedente gravíssimo, para o Instituto ficar em Lisboa (sendo que ele já cá está). E temos de estar atentos, para saber o que acontecerá aos terenos onde se encontra o IPO, pois a Praça de Espanha é uma zona central da cidade, muito valiosa. No caso do aeroporto, parece que pagamos para que ele saia de Lisboa.

3. O que poderia ou deveria ter sido feito?

Deveria ter sido dada continuidade a muita coisa, a muitos projectos já aprovados ou bastante avançados na sua elaboração. Estes foram mudados apenas para o Executivo deixar o seu selo. Posso dar exemplos: o Plano de Alcântara, o Plano da Praça de Espanha, da Baixa Pombalina ou do Campus de Campolide. A actual maioria faz questão de revogar o que estávamos a fazer, apenas para ser ela a colocar o sinete. Não lhes teria ficado mal um pouco de modéstia, reconhecendo que há coisas que vêm de trás que estavam correctas.
Há uma situação que ilustra tudo o que referi. O vereador Manuel Salgado fez parte do comissariado da Baixa-Chiado. Antes, enquanto arquitecto e comissário, defendia a elaboração para a Baixa de um regulamento. Hoje, como vereador, defende outro instrumento, que são as ‘medidas preventivas’ (aprovadas no dia 30 de Julho).

Outra coisa que deveria ter sido feita é a continuidade de uma prática saudável que sempre existiu em Lisboa, e que agora foi descontinuada. No passado nunca aconteceu o não agendamento de uma proposta da oposição - e isso tem-se registado agora, o que é inaceitável do ponto de vista democrático. Deveria ter-se mantido essa tradição da Câmara, que vinha desde o 25 de Abril.

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Expresso: Casa dos Bicos acolherá Fundação José Saramago

in Expresso online, quarta-feira, 16 de Julho de 2008

A Câmara de Lisboa aprovou hoje em reunião do executivo municipal a cedência da Casa dos Bicos para a instalação da Fundação José Saramago, que acolherá a biblioteca do autor prémio Nobel da Literatura.

A cedência foi aprovada com os votos contra do movimento Lisboa com Carmona e do PSD e dos votos favoráveis do PS, Cidadãos por Lisboa, PCP e BE.

O protocolo entre a autarquia lisboeta e a fundação será assinado quinta-feira às 15h30, no salão nobre dos Paços do Concelho, com a presença de José Saramago.

A discussão foi animada, com o presidente, António Costa (PS), a atribuir à “mesquinhez da direita portuguesa” as questões que o PSD colocou sobre o custo das obras de adaptação da Casa dos Bicos à nova finalidade e a necessidade de a proposta ser ratificada pela Assembleia Municipal.

A vereadora do PSD Margarida Saavedra alegou que a proposta pecava por uma “enorme leveza”, nomeadamente por não contemplar os custos das obras de adaptação que a autarquia irá realizar.

“Entendemos que esta proposta deve ser submetida a autorização da Assembleia Municipal”, objectou igualmente a vereadora social-democrata, referindo que o voto dos deputados municipais é necessário porque a cedência está prevista para dez anos, sendo renovável ao fim desse período.

A vereadora social-democrata negou qualquer objecção à figura de José Saramago, sublinhando que também leu a sua obra, e justificou o voto contra com os esclarecimentos que, considerou, não lhe foram prestados.

António Costa respondeu que “a lei é clara” e que, depois de consultado o Departamento de Património Imobiliário, corroborou a sua interpretação de que “a cedência precária é uma competência da Câmara”.

“Não estamos disponíveis que a Câmara abdique das suas competências só porque dá jeito ao PSD”, afirmou, numa referência à maioria absoluta que os sociais-democratas têm naquele órgão autárquico e que poderiam mobilizar num veto à proposta.

O vereador comunista Ruben de Carvalho ainda recomendou o maior “rigor” nesta questão, para que a proposta não ficasse ferida de um problema jurídico, mas António Costa reiterou que a autorização da Assembleia Municipal não é necessária neste caso.

Questionado pelos jornalistas sobre os custos das obras de adaptação do edifício à nova finalidade, o presidente da Câmara referiu que serão “diminutos”, referindo que só a “mesquinhez da direita portuguesa que nunca perdoou a José Saramago ter recebido o Prémio Nobel” pode justificar as objecções levantadas.

António Costa referiu, igualmente, que as obras de requalificação da Casa dos Bicos, independentemente do uso que o edifício tivesse, já tinham sido objecto de uma candidatura às contrapartidas anuais do Casino de Lisboa.

O projecto vai ser elaborado em consonância com a fundação e, se o implicar, será submetido a parecer do Instituto de Gestão do Património Arqueológico e Arquitectónico (IGESPAR), acrescentou.

O vereador e ex-presidente da Câmara Carmona Rodrigues alegou nada ter contra “nem a personalidade, nem a iniciativa”, mas a cedência do edifício quinhentista património nacional situado no Campo das Cebolas, onde actualmente funcionam serviços da Divisão de Cultura.
O vereador do movimento Lisboa com Carmona José Manuel Ramos considerou que “a Câmara de Lisboa está a ceder os bifes do lombo”, referindo-se ao valor patrimonial do edifício, “quando podia ceder os bifes da vazia ou da alcatra”.

Também o vereador do movimento de Carmona Rodrigues Pedro Feist considerou “desajustado” um monumento nacional acolher a fundação e afirmou “não se conhecer actividade da Fundação José Saramago”, criada em 2007.

A vereadora do movimento Cidadãos por Lisboa Manuela Júdice, que não quis participar na votação devido à amizade que a une ao escritor, respondeu que a fundação além da exposição “A consistência dos sonhos”, que se encontra patente no Palácio da Ajuda, já realizou concertos no Cinema São Jorge e colóquios na Biblioteca Nacional.

Manuela Júdice congratulou-se, por outro lado, pelo facto de “a Casa dos Bicos deixar de ser um edifício de escritórios”, uma posição que foi igualmente assumida pelo presidente da Câmara.
“A Casa dos Bicos podia ser 30 mil coisas, mas a única coisa que tem sido é a instalação de serviços da Câmara. Uma Câmara que se serve da Casa dos Bicos para alojar serviços municipais é a uma Câmara que gere mal o seu património”, argumentou António Costa.

O vereador do Bloco de Esquerda José Sá Fernandes considerou que face às referências aos locais da capital em obras de Saramago como o “Cerco a Lisboa” e “Memorial do Convento”, faz todo o sentido que seja aquele edifício a acolher a instituição.

Sá Fernandes destacou ainda a importância da fundação ficar sedeada em Lisboa quando existia a possibilidade de ficar em Espanha, onde o autor reside. O vereador frisou, contudo, considerar que deveria ser o Ministério da Cultura a pagar as obras de adaptação da Casa dos Bicos.

A Casa dos Bicos vai albergar a biblioteca do Prémio Nobel da Literatura, composta por vários milhares de exemplares, e disporá de uma loja, espaço para exposições e colóquios.

O edifício, situado no Campo das Cebolas, construído em 1523 por D. Brás de Albuquerque, acolhe actualmente serviços do departamento de Cultura da Câmara.

A fundação fica encarregue das despesas de funcionamento e responsável por manter as instalações em boas condições.

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Carmona Rodrigues não se vai recandidatar à Câmara

Carmona Rodrigues anunciou, no programa “Diga Lá Excelência”, que não se vai recandidatar à Câmara Municipal de Lisboa nas eleições autárquicas do próximo ano, avança o jornal Público.

O ex-autarca de Lisboa alegou que “não são dadas aos vereadores independentes condições para o exercício das suas funções”.

in Tv net

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    Quero que Lisboa o escolha
    pela sua sinceridade
    por saber pisar as pedras
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    A cidade do seu Fado
    do Fado de todos nós
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    Comigo, e com a minha voz!
    Simone de Oliveira
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